Sidney, da FEBRABAN, destacou que 22% do saldo de crédito para empresas, segundo informações repassadas pelo BC e metodologia desenvolvida pela Federação, foram destinados aos setores que contribuem com a economia verde. “Um número significativo quando olhamos para o saldo da carteira de crédito”, disse.

Para Pereira, do BIS, sustentabilidade e produtividade não são itens excludentes. Ele destaca que a inovação para práticas sustentáveis tem grande valor, como em projetos para redução de lixo, aumento de eficiência operacional, tecnologias para energia renovável, além de técnicas para reduzir emissões de gases de efeito estufa. “Tem custos iniciais porque a tecnologia tem de ser adquirida, mas há alta rentabilidade no médio e longo prazo”, destaca o executivo, que acredita que há muita oportunidade de financiamento neste sentido para ajudar na transição para a economia verde.

“Com o financiamento de novas tecnologias é possível pensar em uma trajetória de recuperação da crise causada pela covid-19. Estamos agora em um momento em que temos que não só alertar para esses riscos, mas também sermos um pouco otimistas e falarmos de possibilidades novas de crescimento que as novas tecnologias ligadas ao combate às mudanças climáticas podem nos proporcionar.”

Portugal acrescentou que as tecnologias vão facilitar a mudança de comportamento dos próprios consumidores em direção à economia verde, ao escolherem e consumirem produtos mais sustentáveis.