Mário Sérgio

Os estudos realizados pela FEBRABAN e FGVces sobre financiamento da recomposição florestal e as discussões que os sucederam deixaram no ar a semente para um movimento de coalizão envolvendo os diversos atores presentes no debate, como bancos privados, FEBRABAN, Ministério da Fazenda, BNDES, universidades, entre outros. O objetivo é passar da teoria à prática e estruturar algumas soluções. Essa foi a convocação realizada ao final do 54º Café com Sustentabilidade pelo diretor de Relações Institucionais da FEBRABAN, Mário Sérgio Vasconcelos.

"Esse trabalho de financiamento da restauração florestal pode ser o embrião para construirmos uma proposta para o GCF", disse Vasconcelos. Como este processo demanda tempo, seria preciso um horizonte de três a cinco anos para que a proposta fosse formatada e o projeto começasse a ser implementado no campo, com a escolha de região, um bioma e mercado a ser desenvolvido em um programa piloto. Iniciativa semelhante está sendo elaborada com o segmento de energia solar fotovoltaica e geração distribuída, envolvendo a federação, bancos privados e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Segundo Vasconcelos, o setor financeiro precisa vencer etapas e colocar a sustentabilidade definitivamente entre os produtos de prateleira. "Como bancos, precisamos ter a convicção de que não vamos operar num futuro de cinco a dez anos somente com crédito imobiliário, financiamento de veículos e crédito pessoal. Vamos precisar incrementar o perfil das nossas operações tendo em vista a demanda ambiental e social que hoje já é presente", concluiu.