Mário Sérgio Vasconcelos

A discussão sobre a adoção de um mecanismo de precificação de carbono no Brasil resvala em um receio que é o comum a todos os segmentos da economia e da sociedade: de que um eventual imposto sobre o carbono seja mais um elemento para aumentar a já pesada carga tributária do país. O diretor de Relações Institucionais da FEBRABAN, Mário Sérgio Vasconcelos, diretor Mário Sérgio Vasconcelos, encerrou o evento com ponderações a respeito.

“Não me parece relevante que seja pensado qualquer coisa que aumente a carga tributária do país, que já é muito alta”, afirmou. Segundo ele, os caminhos devem convergir para que se produzam estudos que questionem o volume de subsídios que são gastos em determinadas atividades que não mereceriam esses recursos. “Um projeto dessa natureza pode ficar comprometido se for uma taxação pura e simples. É preciso rever a estrutura tributária do país”.

O segundo ponto que merece atenção, segundo Vasconcelos, é aproveitar os desafios regulatórios das mudanças climáticas para trazer benefícios para a economia brasileira. As florestas, o agronegócio e a próprio clima favorável do país trazem oportunidades econômicas em um cenário de baixo carbono. “Somos um país que já deveria estar em um patamar de desenvolvimento mais alto do que estamos e isso passa pela educação e informação. Temos uma parte dessa responsabilidade como cidadãos e cidadãs brasileiras”.